Notícias

Confira as últimas notícias

a- A+
Artigo:
Programação Rádio Inconfidência

foto: divulgação

DISPONÍVEL EM PODCAST

CLIQUE E OUÇA 

 

Ávila, Carlos (Belo Horizonte, Minas Gerais, 1955). Poeta e jornalista. Filho dos poetas Affonso Ávila (1928-2012) e Laís Correa de Araújo (1928-2006), trava contato com as vanguardas poéticas brasileiras da segunda metade do século XX. Durante a década de 1970, contribui com revistas literárias como Poesia em GreveMuda, Qorpo Estranho e Código e torna-se amigo de poetas como Paulo Leminski (1944-1989). Em 1977, edita a revista I em Belo Horizonte. Publica seu primeiro livro, Aqui & Agora, em 1981. Participa de eventos culturais como a comemoração de 30 anos da Semana Nacional de Vanguarda (1963 a 1993), organizado, entre outros, por seu pai. Escreve peças publicitárias, roteiros para televisão e projetos culturais, sendo consultor da Rede Minas de TV. Entre 1995 e 1998, torna-se editor do Suplemento Literário de Minas Gerais. Participa com outros 19 poetas brasileiros da antologia Nothing the Sun Could Not Explain, lançada em 1997 nos Estados Unidos. Em 1999, reúne sua obra poética no volume Bissexto Sentido, publicado na coleção Signos, organizada pelo poeta Haroldo de Campos (1929- 2003)

Análise

Carlos Ávila elabora uma poesia com versos curtos, atenta aos aspectos visuais da diagramação das palavras na página. Essas características são uma releitura pessoal de algumas propostas das vanguardas poéticas das décadas de 1950 e 1960, sobretudo a Poesia Concreta. Seguindo a linha de poetas construtivistas, como Augusto de Campos (1931) e Ronaldo Azeredo (1937-2006), Carlos Ávila opta por publicar pouco, selecionando com rigor sua produção. Isso está evidente no título do segundo livro, Sinal de Menos (1989), expressão retirada de um poema de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987). Durante as quatro últimas décadas do século passado, publica apenas três livros de poesia, embora mantenha intensa atividade cultural.

O rigor de construção do trabalho poético não anula o sentimento lírico, por isso, sua poesia é chamada de “biotextual” pela crítica Maria Esther Maciel (1963), particularmente no “Sinal de Menos”: 

Classificação: 0.00 (0 votos) - Classifique esta notícia -
Marcar este artigo como favorito neste site
                      twitter
Cadastre-se no portal para usufruir todos os recursos do site. Se você já possui uma conta, faça o login ou crie uma nova conta